Todos os dias no consultório, pacientes se queixam de constipação intestinal, independente do gênero ou idade.

 Definida como a redução da frequência das evacuações ou alteração da consistência/ forma das fezes que se tornam endurecidas levando à necessidade de grandes esforços, a constipação pode apresentar muitas consequências. O desconforto abdominal e a distensão (inchaço) são as queixas mais comuns, além de dor anal e do sangramento comumente visto no papel higiênico.

A causa mais comum deste quadro é a dieta pobre em fibras e água, mas alguns pacientes podem apresentar outros fatores associados como distúrbios da tireoide, doenças infecto-parasitárias, efeitos colaterais de medicações de uso contínuo e alterações estruturais do próprio trato digestivo ou do assoalho da pelve.

O diagnóstico é clinico, no entanto a busca pela sua causa pode requerer exames complementares específicos para cada indivíduo. Por isso, é muito importante conversar com um coloproctologista de sua confiança que proponha a linha diagnóstica e o tratamento.

Só não se esqueça de que independente da causa, alguns hábitos como a inclusão de fibras (alimentos integrais, frutas e verduras), consumo adequado de líquidos hidratantes (água, chás, sucos naturais, água de coco) e exercícios físicos já podem aliviar muito o quadro.